Quando resolvi criar esse post, pensei em publicar nossa viagem para Buenos Aires. Foi em junho, achei já uma notícia fria. Mas, depois da notícia abaixo, sobre a Argentina aprovar o casamento entre homossexuais, quis fazer uma homenagem ao país que tão bem acolhe a todos nós brasileiros.
Foi minha primeira ida ao país. A previsão do tempo oscilava entre frio e sol. Tivemos sorte, era uma brisa fria, com um sol delicioso que nos permitiu fazer tudo que planejamos.
Ficamos hospedados na casa de uns amigos Uruguais e Argentinos. Chegamos de madrugada e fomos recebidos pelo Juan (Uruguaio) de uma forma única. Tinha comida, em cima da nossa já arrumada cama tinha, além do básico (toalhas, cobertores), as chaves da casa, um pacotinho de moedas para o transporte público e um mapa da cidade.
Agora, na boa, quem recebe assim? Aprendi muito com essa magnífica hospitalidade.
No primeiro dia fomos fazer aquele programa obrigatório de conhecer alguns pontos turísticos. Andamos bem uns 12 km a pé. Cidade plana, pessoas bonitas pelas ruas. Tomamos um café e fomos conhecer a Livraria Ateneo. Linda, linda.... lá funcionava em teatro e no lugar do palco mesas de um bar/café dão um charme extra.
Caminhar pela ruas de Buenos Aires me trouxe uma invejazinha dos prédios conservados. Dos 3 poderes estarem perto do povo… ai ai . Na foto abaixo estou em frente do Câmara dos Deputados
Foi engraçado quando passamos na frente de um lugar que parecia uma faculdade, tipo de medicina. Prédio suntuoso, enorme.... entramos, e era a Sabesp deles. Fiquei fascinada.
Almoçamos em Puerto Madero, vinho, carne, conversas, risadas.... depois um charuto e o Zé se empolgou lendo trechos de um livro que acabara de comprar. Uma tarde deliciosa.
Fomos conhecer Caminito. O assédio dos "dançarinos de fotos" de Tango me incomodou demais. O assédio dos garçons dos bares também. :(
Sentamos num boteco muito gostoso para comer empanadas e o Zé sempre com seu caderno de desenhos a postos, fez um belo desenho de uma esquina de Caminito.
Logo uma guriazinha de 11 anos, Josefina, se aproximou e passou horas conversando.
Josefina é umas as 9 filhas da família. Mora no Boca e foi um presente estarmos com ela. Tímida, observadora, foi protagonista de uma cena inusitada: nos deu moedas da Argentina para levarmos, em troca demos um dinheiro do Brasil e assim selamos uma amizade pura. O menino ao lado é um primo dela que a acompanha pelas andanças no bairro.
Fizemos alguns programas diferentes dos convencionais, fomos até Tigre, cidade vizinha, lugar onde os Argentinos fazer turismo. Uma delícia de lugar. Mas fomos de bike e trem. Foi uma aventura incrível. Trens lotados, pedaladas pela periferia, enfim, para se conhecer mesmo o local que está visitando é preciso sair das ruas planas, calçadas largas, transportes eficientes, prédios conservados.
É preciso sair da caixinha e treinar o olhar para o que está além do que é pra ser visto.
Encontro especial
A ida pra Buenos Aires teve pra mim um gostinho de matar a saudade de um alguém. Encontrar com a Y (Sylvya) foi tão forte que nosso abraço foi longo e com os olhos marejados percebemos que o amor e o carinho permanecem mesmo que estejamos tão distantes.
Falamos nossas bobagens, rimos à beça e bebemos vinho.
Essa viagem foi a primeira de muitas outras internacionais que quero fazer com o Zé. Ótimo companheiro de viagem, de vida.
Para ver mais fotos dessa viagem deliciosa clique aqui
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